Gramsci e Thompson: o “bom senso” da “consciência de classe” trabalhadora

Bruno José R. Durães

Resumo


A idéia central aqui é estabelecer uma confluência teórica entre as denominações “bom senso” e “consciência de classe”, respectivamente de Gramsci e de Thompson, visando, entre outras coisas, elencar alguns pontos de similitude e de incongruência entre as duas conceituações. De um lado, no universo gramsciano, emerge a idéia de que o “bom senso” é uma parte mais elaborada (crítica) de entendimento do mundo, que se diferencia do “senso comum”, e que não é exclusivo de uma classe ou de outra, assim como, não é reflexo da falsa ou da verdadeira consciência. O agir/pensar com “bom senso” é uma forma de fazer filosofia e isso é factível a todos os indivíduos, basta se constituir uma ideologia “orgânica” para tal, esse seria o grande passo da “filosofia da práxis”, que pode conduzir à transformação política e social. De outro lado, do thompsiano, tal conceituação (consciência de classe) tem um significado que emerge diretamente da experiência vivida dos agentes sociais (dos indivíduos), dos trabalhadores, que em contato com vivências no mundo, estruturam sua consciência (digamos experiência pensada), baseando-se tanto em elementos tradicionais (historicamente constituídos) quanto em elementos inovadores advindos do próprio agir coletivo dos trabalhadores ou do próprio “fazer” da classe operária.

Palavras-chave


Consciência de classe, bom senso, classe trabalhadora.

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